Caso Bilynskyj: delegado revelou medo de noiva antes de ser baleado 6 vezes50637

Segundo delegado Paulo Bilynskyj, tiros foram disparados por Priscila Delgado. Ainda não se sabe as circunstâncias exatas da morte dela

Caso Bilynskyj

Registros de mensagens trocadas entre o delegado Paulo Bilynskyj e a ex-namorada Juliana Trovão na véspera do dia em que ele foi baleado, supostamente, pela noiva Priscila Delgado de Bairros, podem ajudar a entender o que aconteceu na data do crime. As informações foram reveladas pela Revista Época.

De acordo com a revista, o delegado teria contado para sua ex-companheira que havia terminando o relacionamento com Priscila momentos ante de iniciar a conversa com Juliana. Na conversa, Bilynskyj teria revelado para Trovão que sente “muito medo” de a modelo fazer “algo errado”.

Segundo a reportagem, Juliana, então, teria respondido que, no lugar dele, teria medo de dormir ao lado de Priscila de Bairros, com tantas armas no apartamento.

À ex-namorada, o delegado teria afirmado que pediu para que a noiva passasse a noite em um hotel, mas que ela recusou. Segundo relatou, ele teria ido dormir no quarto de hóspedes, local onde ficavam as armas e Juliana teria recomendado que ele trancasse a porta.

Na manhã do crime, Bilynskyj retomou a conversa com a ex-namorada, afirmando que Priscila estava grávida e teria perguntado: “O que eu faço?”.

Trovão, então, teria recomendado que o ex-companheiro deixasse o apartamento, mas Bilynskyj não chegou a visualizar a mensagem, pois já havia sido baleado.

Segundo as informações obtidas pela revista, a conversa comprova a versão do delegado de que a modelo disparou os seis tiros contra ele depois de ver uma mensagem que a desagradou no celular dele. Depois, Priscila de Bairros teria tirado a própria vida com um tiro.

Entenda

Juliana Trovão, ex-namorada de Bilynskyj, vem sendo apontada como pivô de uma série de discussões que o delegado teve com Priscila desde que passaram a morar juntos. Trovão mantinha com Bilynskyj uma relação muito próxima.

Segundo o delegado, a noiva teria ciúmes da relação. Numa das mensagens que trocou com a ex, ele teria dito que o noivado teria fim no dia seguinte e que os dois poderiam voltar a namorar. Teria sido essa a mensagem que Priscila leu no celular pouco antes do crime.

No dia 20 de maio, o delegado relatou que ela deu seis tiros nele e morreu em seguida, com um tiro no coração, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas. Ele diz que a noiva se matou. A família dela duvida. A polícia investiga o caso.

Ao lado de Priscila havia uma faca de cozinha e uma arma Glock 9 milímetros. A modelo gaúcha foi levada ao hospital, mas não resistiu. A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito paralelo para investigar as circunstâncias.

Delegado Paulo Bilynskyj

A relação

A relação entre a modelo e o delegado começou cinco meses antes do crime, no fim de dezembro de 2019. O delegado deu um like numa foto publicada no Instagram pela modelo. Por dois meses, conversaram por mensagens privadas na rede social e pelo WhatsApp. Em fevereiro, Bilynskyj viajou de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde mora, para Curitiba, onde a modelo vivia, para encontrá-la.

Após o encontro, eles decidiram noivar e morar juntos. Em abril, ela se mudou para a casa do delegado e o casal marcou o casamento para 5 de junho. Mas a relação rompeu tão breve quanto começou.

Priscila Delgado Barros, morta durante uma briga de casal em São Paulo

Fonte: Metrópoles