Pesquisa na PB sobre estímulo cerebral em crianças com microcefalia é pioneira no mundo48189

Exame de Espectroscopia Funcional por Infravermelho identifica a melhor área do cérebro a ser estimulada nessas crianças.

Pesquisa que identifica estímulo cerebral em crianças com microcefalia é pioneira na PB — Foto: Divulgação/Rede Cuidar

Uma pesquisa realizada no estado é a primeira na ação da Espectroscopia Funcional por Infravermelho Próximo em crianças com microcefalia, exame responsável por identificar a melhor área do cérebro a ser estimulada nessas crianças, no mundo. A pesquisa é feita em parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

De acordo com uma das pesquisadoras do projeto Elidianne Araújo, o exame é usado para investigar os níveis de oxigenação da região mais periférica dos tecidos cerebrais das crianças, não é invasivo e por isso não é necessário que a criança seja sedada para realizar a coleta.

A parceria acontece entre o Departamento de Fisioterapia do Centro de Ciências da Saúde, o Departamento de Promoção da Saúde do Centro de Ciências Médicas e o Departamento de Biotecnologia do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

 

Pesquisa que identifica estímulo cerebral em crianças com microcefalia é pioneira na PB — Foto: Dilvugação/Rede Cuidar

A coordenadora da Rede Cuidar, Juliana Soares, aponta que esse exame é inédito no mundo. Ela afirma que nunca foi realizado esse tipo de coleta ou não existe esse tipo de parâmetro de oxigenação nas crianças com microcefalia. “De fato, nós só vamos descobrir o que ele representa após realizar o exame e fazer a leitura e interpretação dele, porque esse é o primeiro dado que a gente vai ter em relação a essas crianças”, afirmou.

Para obter resultados mais precisos, os pesquisadores também realizaram a Espectroscopia Funcional por Infravermelho Próximo em crianças saudáveis sem microcefalia e sem afecções neurológicas. A ideia é fazer um comparativo entre os dois grupos. O exame, na Paraíba, foi realizado em parceria com a Universidade Federal do ABC, São Paulo, por meios dos pesquisadores João Sato e Claudienei Biazoli.

Fonte: Redação do Vale do Piancó Notícias com G1