Site nacional acusa deputado cajazeirense de fraudar assinatura em pedido de aumento do Fundo Eleitoral46524

Questionado, o líder do PL na Câmara admitiu a fraude. Disse que assinou “como representante” do partido, mas que não tem “nenhuma procuração”.

O site nacional, o Antagonista publicou nessa quinta-feira (05), uma denúncia grave contra o deputado federal da Paraíba, o cajazeirense Wellington Roberto (PL).

Segundo o site, o parlamentar falsificou a assinatura do senador Jorginho Mello no ofício do Fundão Eleitoral, que pede ampliação de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.

De acordo com o Antagonista, o paraibano assumiu ter assinado e alegou não saber que Jorginho Mello era contra o aumento do ‘fundão’.

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O Antagonista descobriu que a assinatura falsa em nome do senador Jorginho Mello no ofício do Fundão Eleitoral foi obra do deputado Wellington Roberto, líder do PL (ex-PR) na Câmara.

Roberto também assinou em nome do presidente da legenda, José Tadeu Candelária.

Questionado, o líder do PL na Câmara admitiu a fraude. Disse que assinou “como representante” do partido, mas que não tem “nenhuma procuração”.

“Assinei como representante do meu partido numa reunião em que estavam ausentes o presidente e o líder (no Senado). Encerrada a reunião, perguntaram se eu podia assinar. Assinei e assinaria de novo, se preciso. Eu resolvi fazer e acabou.”

Como O Antagonista publicou mais cedo, o senador Jorginho Mello sempre foi contra o uso do Fundão Eleitoral e ficou surpreso ao ver seu nome no ofício de presidentes e líderes partidários enviado ao relator do Orçamento, deputado Domingos Neto.

O senador avalia tomar medidas judiciais em razão do dano à sua imagem. Wellington Roberto acha que não cometeu crime algum.

“Não sabia que ele era contra. Acho que não fiz nada demais. Se ele acha que eu fiz, é problema dele. Não estou me afastando hora nenhuma da responsabilidade de ter assinado.”

O documento fraudado foi usado por Domingos Neto para justificar a ampliação do Fundão Eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.

Fonte: Por Luzia de Sousa